quinta-feira, 23 de abril de 2009

VIVENDO EM ÓRBITA


Quantos gostam de física ou matemática? Essas não eram minhas matérias escolares preferidas. No entanto, estas que são usadas para explicar razões para coisas materiais, podem também nos ensinar sobre espirituais. E para o mesmo, usarei uma famosa lei do físico inglês Isaac Newton – a lei da gravidade.

Conta-se que uma maçã caiu na cabeça de Newton, quando este se encontrava num jardim, sentado embaixo de uma macieira, e que seu impacto fez com que, de algum modo, ele ficasse ciente da força da gravidade, como se perguntasse: "por que em vez da maçã flutuar, ela caiu?". A pergunta não era se a gravidade existia, mas se estenderia tão longe da terra que poderia também ser a força que prende a lua à sua órbita.

Newton foi um bom cristão anglicano, considerava que a mecânica celeste era governada pela gravitação universal e, principalmente, por Deus, segundo uma frase do próprio cientista em questão: "A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta".

Tal descoberta se resume portanto em que a gravidade é a força natural que atrai tudo para baixo. É interessante pensarmos que no Éden, quando da queda de Adão, estabeleceu-se uma lei espiritual que tornou o homem um ser naturalmente caído da graça de Deus. Assim como a gravidade, a inclinação carnal do homem naturalmente o leva para baixo, para longe de Deus.

A carta de Paulo, apóstolo, para a igreja de Colossos, descreve no capitulo 3, versículo 5, sobre as nossas inclinações carnais, e o que devemos fazer com elas. “Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais: a prostituição, impureza, a lascívia, a vil concupiscência, e a avareza, que é a idolatria”.

Cientes disso a partir do momento em que nos entregamos a Cristo, buscamos mudar nosso estilo de vida, de forma a extinguir nossas inclinações carnais, mas infelizmente muitos não conseguem vitória nesta batalha, porque se esquecem que nascer de novo não nos torna imunez destas inclinações.
Entretanto, a força da gravidade foi vencida e da mesma forma a força de nossas inclinações carnais também podem ser derrotadas.

Quando um satélite é lançado ao espaço, ele sai da atmosfera terrestre e entra em órbita, destarte não está mais a mercê da força da gravidade. Ele se mantém livre flutuando no espaço. Quando o homem sai da atmosfera carnal e entra em órbita nas regiões celestiais, ele está perto de Deus, não mais a mercê da sua carnalidade.

Mas para vencer a força da gravidade até entrar em órbita o satélite precisa ser levado por um foguete, com turbinas poderosas para romper a pressão atmosférica. E essa é a chave que abre o entendimento para descobrir como entrar na órbita de Deus – e estando ali perto dele vencer a força que a carnalidade exerce sobre nós.

Rompendo a pressão atmosférica

Há um foguete espiritual poderoso para vencer a pressão atmosférica e nos colocar em órbita. Alguns foguetes possuem estruturas que vão se desmontando passo a passo, estas partes trabalham juntas com o fim de projetarem o satélite no espaço. Destaco estas quatro partes em: oração, adoração, confissão e doação. Vamos ver detalhes de cada.

Oração: Quando você se dispuser a entrar em órbita as pressões virão. A oração é como a potente turbina de uma nave espacial. Forte o suficiente para vencer pressões. Não é fácil manter uma vida de oração, mas a medida que oramos vencemos as pressões.

Adoração: a adoração é um botão que aciona todo um mecanismo. Uma vida de adoração nos eleva à Deus e nos coloca num "porto seguro" onde recebemos vida d´ELE.

Confissão: Muitas foram as tentativas frustradas de Agencias Espaciais em colocar satélites em órbita. Dentre as varias razões está a decolagem imperfeita. Algo que estava oculto comprometeu a decolagem. Coisas ocultas, como pecado, por exemplo, podem comprometer nossa ascensão.

Doação: Um satélite não é lançado no espaço para simplesmente ficar ao léu. Ele cumpre um propósito. Devemos cumprir o nosso propósito como cristãos.

Enfim, segundo Newton, sem a gravidade, todos nós escaparíamos flutuando, espaço afora. De fato, um dia os cristãos irão receber um corpo glorificado, e voaremos com Cristo nos ares. Mais ninguém a não ser o Magnífico Deus, sabe quando isso se dará. Nosso desafio entrementes é permancer na órbita da sua graça.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Indicação de leitura: A Cabana e Louco Amor



A Cabana

Quero aqui indicar a leitura de dois livros. Um deles é o best-seller “A Cabana” que já vendeu mais de 2 milhões de cópias pelo mundo. Embora se enquadre no gênero ficção, o livro – cujo autor é William P. Young – é pura teologia. Parafraseando uma resenha que li sobre o livro, a teologia contida nele é: Deus é bom, ama a todos, é Soberano, tem um plano para nossas vidas, e mesmo quando desgraças e tragédias acontecem podemos confiar NELE. Há alguns “escorregões” teológicos - como quando Deus Pai diz que estava junto com Deus Filho quando este morria na cruz - mas não o suficiente para ser tachado de herético.

É uma história emocionante, aliás, um bom presente para evangelizar pessoas que gostam de ler. Bater um papo com elas durante o período de leitura esclarecendo a luz da palavra fará diferença - regando essa semente com orações, quem sabe feitas juntamente com essa pessoa - trará com certeza o impacto do evangelho na vida dela. A linguagem desprendida do “evangêliquez” faz com que trechos que retratam o relacionamento do protagonista “Mackenzie” com Deus Pai, Filho e Espírito Santo – nas formas apresentadas pelo autor – tornam o evangelho simples, como realmente deve ser.



Louco Amor

O segundo livro – que ainda não terminei de ler é “Louco Amor”, escrito por Francis Chan, ele é pastor da Igreja Pedra Angular na Califórnia, EUA. Segundo ele sua vida é dedicada a ser um tipo diferente de cupido, um que se empenha a contagiar outras pessoas a (re)viverem uma paixão intensa por Deus. O prefácio do livro tem como subtítulo uma frase extraída do livro “The seeking heart” (O coração que busca) de François Fénelon, que diz: “Ler a bíblia, freqüentar a igreja e evitar os “grandes” pecados – seriam esses os sinais de um amor apaixonado e sincero por Deus?”. A julgar por essa frase podemos ter a idéia de que esse livro vai mexer com a vida daquele leitor.

Boa leitura,

Alessandro

sábado, 28 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

E a porta se abriu...


Eis que a porta se abriu. Foi lançado neste último final de semana o CD Porta Aberta. Uma alegria e tanto! O coração cheio de gratidão pela forma como nossa igreja local - que gravou conosco – o recebeu. Um carinho que nos constrangeu. Basicamente, mais da metade do lote de cds já foi comprado. Já estamos fazendo os acertos para encomendar o próximo lote.

Logo de cara, nossa agenda vai bem, obrigado! Oportunidades de compartir com outros irmãos – e potenciais irmãos em Cristo – a experiência de juntos vermos uma porta aberta no céu e ouvir a voz daquele que brilha mais que o sol, nos chamando pra subir e cantar. Nosso coração está cheio de expectativa por tudo o que vem pela frente. E eu não vou deixar você de fora. Vou tentar contar tudo o que eu puder aqui. Por isso, não se esqueça de para um pouquinho e tomar um cafezinho aqui comigo.

Se você ainda não tem o CD Porta Aberta, adquira pelo fone: 16 3966.3030 e conheça algumas músicas no site www.myspace.com/alessandroreis.

Grande Abraço!

Alessandro

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SALA DO PARTO


Olá amigos! Estou nestes dias animado e um pouco eufórico, afinal o CD está na fábrica. É como se eu estive do lado de fora da sala do parto, só aguardando o médico chamar pra dentro pra ver o bebê nascer.

Enquanto estou na sala de espera fico imaginando qual a “carinha” dele. Aliás, a “carinha” – capa – dele é essa que ilustra a postagem. Mas quando digo “carinha” falo do caráter dele, do futuro que o aguarda. E tenho a certeza de que por ser fruto da união de homens e mulheres de Deus com o próprio criador de todas as coisas, vai ser uma benção.

Minha esperança é que ele cresça e vá longe, chegue em lugares inesperados, inusitados. Que faça com que a luz do evangelho seja vista pelos incrédulos, que edifique, anime, renove, cure, restaure e divirta, cristãos e os que um dia serão.

Que abra uma porta nos céus de quem o ouve, que avive seus corações. Que seja a fé que encoraje a tocar na orla do manto santo, que seja a ponte que ligue novamente pessoas e ministérios. Enfim, que a soma de tudo que ele vai gerar em sua existência retribua à Deus toda glória e toda honra.

Enquanto espero as próximas uma ou duas semanas para te-lô nos braços, eu peço a você, ore por este cd, por este ministério. Esse é o leite que precisamos pro menino crescer e se fortalecer.

Até a próxima,

Alessandro

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A BOA ROTINA DE NOÉ


Percebo que a rotina é algo que parece incomodar a maioria das pessoas, algo que traz desconforto a muitos indivíduos como se fosse o pior dos dissabores. Grande parte das pessoas com as quais convivo e partilho experiências, já deu demonstrações de insatisfação por viver um roteiro, pelo enfado que ele gera.

Dicionários constatam que a rotina é o "caminho percorrido e conhecido, em geral trilhado maquinalmente" ou "seqüência de atos ou procedimentos que se observa pela força do hábito" ou ainda "uso, prática, norma geral de procedimentos".

O apóstolo Paulo elucida com muita propriedade o fato de que somos trabalhadores de Deus (I Coríntios 3:9). A rotina do trabalho cristão gera uma linha tênue entre benção e maldição. Trabalhar na 'grande comissão' é uma preciosa e divina dádiva. Contudo, somos advertidos que o trabalho é árduo (II Coríntios 11:27), e quando isso se choca com a ideologia de que nossa felicidade precisa estar acima de qualquer propósito, um transtorno é gerado em nossa alma.

Se não deixarmos nossa mente ser renovada conforme o apóstolo Paulo nos exorta (Romanos 12:2) podemos sentir o amargo sabor do desgosto e desistirmos. A rotina da fé leva à salvação. A rotina da carne leva à morte. Há uma lição que pode ser extraída da vida de Noé, revelada desde seu nascimento, que demonstra que a rotina do trabalho cristão é boa desde que a administremos com sabedoria.

O livro mosaico de Gênesis nos fornece a seguinte narrativa; "E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho. A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos por causa da terra que o Senhor amaldiçoou..". (Gênesis 5:28-29).

O Pai de Noé, Lameque - que significa "Jovem Forte", estava decepcionado, fatigado com o trabalho de suas mãos - note a contradição: o Jovem Forte estava cansado: buscando o consolo para o provável enfado de seu trabalho. Então coloca Noé como peça-chave da restauração deste quadro.

A terra dos dias de Lameque estava maldita por causa da humanidade caída, e os homens tiveram que trabalhar arduamente a fim de cultivá-la e dela prover sustento. Atualmente, fomos arregimentados a trabalhar em prol de homens caidos, para que após terem nascido de novo se tornem também discipulos. Não obstante, Noé - que significa "descanso" recebeu um chamado. Construir a arca que salvaria sua familia.

Nós cristãos também podemos cair no engano de achar que em vista de uma vida de trabalho na obra e busca pela santidade, os incrédulos têm uma vida melhor que a nossa. Mas isso é um sofisma. Noé, por exemplo, viveu uma rotina de 100 anos contruindo a arca. Seus contemporâneos buscavam felicidade e contentamento através de uma rotina carnal desenfreada que Lucas, médico e seguidor de Jesus descreveu com propriedade em seu relato sobre o evangelho de Jesus (Evangelho segundo Lucas 17:27).

Este escolhido - motivado por uma profecia proferida direto da boca de Deus de que uma grande inundação viria - convocou sua família e gastou seus dias empenhado em construir algo desconhecido, sustentado unicamente por uma "planta divina", que aos poucos lhe era revelada de maneira pormenorizada.

É provavél que Noé tenha sido ridicularizado, questionado. Certamente até aparentes sábios da época devem tê-lo indagado dizendo, "Veja Noé, você é um excelente servo de Deus, mas já fazem oitenta anos que você está nesta obra. Deus disse que ia vir a tal chuva, e até agora nada. Mas você merece parar e descansar um pouco, pense em sua familia, nos sonhos deles". Mas o fato é que choveu, e aquele povo pereceu.

Não é um erro nos cansarmos em meio a rotina. Muito pelo contrário. No entanto, precisamos tratar com isso para terminarmos a obra pela qual fomos comissonados. Isaías já profetizava há milênios atrás a inefável realidade totalmente disponível a nós (Isaías 40:30-31). Esperar no Senhor é um paradoxo que precisamos viver. Porque esperar não significa nos colocar inertes e apáticos, mas darmos passos práticos. Acredito que Noé teve que fazer isso por vezes, durante os anos que gastou pra construir a arca.

UM TOQUE DIFERENTE


O tato é um sentido de nosso corpo ligado as nossas emoções. Quando abraçamos alguém, por exemplo, podemos gerar conforto. Se um homem acaricia o rosto de sua mulher gera carinho. Existe o toque que gera desejo sexual, afeto, amor ou ódio. Diferentes toques extraem diferentes sensações.

Uma mulher dos tempos bíblicos protagonizou uma cena que quero chamar de “um toque diferente”. Por doze anos, ela – que era viúva – tinha uma hemorragia extra-uterina, que além de consumir suas forças físicas e todo seu dinheiro, a tornava exclusa de sua sociedade contemporânea.

Conforto, carinho e segurança já lhe eram sentimentos desconhecidos, já que a sua enfermidade gerava a agrura de não ser tocada por ninguém. Talvez, o toque usurpador da medicina da época era o único que seu tato notava. E o dissabor do mesmo fazia sua alma já estarrecida acreditar que este era o “ato final da peça” de sua vida.

Jesus então aparece na história e como todo grande herói muda o enredo e vira o protagonista principal, mudando a categoria de drama para ação. E agora podemos ver como que em “close caption” a mulher partindo em direção a aquele que pode curar. Seu pensamento é “se eu só tocar na roupa dele tudo vai mudar”.

De repente o Homem Deus que estava cercado por uma multidão de pessoas, além de seus discípulos – e todos o tocavam – diz: “alguém me tocou diferente” em resposta a indagação de um de seus seguidores de que haviam muitas pessoas que ali o tocavam. “de mim saiu poder”, completou.

Hoje, muitos cristãos estão tocando em Jesus, tocam com ofertas, trabalhando na obra, com canções, ações sociais, entre outras atitudes que visam extrair algo daquele que presenteia os que o buscam. Quero fazer valer da introdução deste texto para afirmar que há um tipo de toque que extrai vida do Senhor.

O toque da dependência, da humildade, do desprendimento, o toque da fé. O toque que vislumbra antes da cura o curandeiro. Que o recebe como salvador e dono, note que, as palavras finais do eterno mestre para aquela mulher foram, “vai filha que tua fé te salvou”. Jesus fez o desfecho da obra destacando a salvação e não a cura.

O discípulo do amor descreve em seu evangelho que viver eternamente é conhecer a Cristo de forma íntima. O valor inestimável de ser a habitação prazerosa do altíssimo me leva a crer que quando toco o Senhor na busca de que Ele sinta-se amado, atrai para mim toda vida, toda prosperidade, todo contentamento de que preciso.

Em dias onde tocar na orla do manto santo banalizou-se a um ato mercenário, aqueles que são guiados pelo Espírito Consolador podem se aproximar mesmo em meio à multidão de dificuldades e fazer uso de um toque diferente. Tocando no Senhor como um filho que ao abraçar o Pai cativa lhe o coração, e com isso ganha qualquer coisa que queira.

Preciosas pratas da casa

Márcio, Paula e Fabíola são preciosas pratas da casa. Estão nesses dias gravando os vocais do CD Porta Aberta. Mas do que talentosos musicalmente eles servem ao Senhor com alegria e altruísmo. Seus testemunhos tem tocado a vida de outros trazendo virtudes de Cristo. Alegro-me em saber que a riqueza que existe em suas vidas poderá refletir em nosso mais recente trabalho musical, cooperando com nossa esperança de que este disco toque a igreja atraindo o poder que em Cristo está.